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Construção civil reabre postos de trabalho em Santa Catarina

13/01/2020


O ano passado marcou uma virada na geração de empregos na construção civil em Santa Catarina. O setor registrou saldo positivo com a criação de 3.570 vagas, conforme o relatório mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ? dados até novembro. Esses números se contrastam com as dificuldades em 2017, que fechou 503 postos de trabalho no Estado, além de ter o segundo pior resultado entre as oito áreas analisadas pelo Caged.


Os maiores volumes de contratação ocorreram no início do ano. O setor teve saldo de 1.646 vagas geradas em janeiro. Já em abril foram 1.287 novos postos de trabalho. O acumulado de 2018 chegou a 4.336 empregos em agosto, mas diminuiu nos três meses seguintes. Entre os oito segmentos analisados no Caged, a construção civil foi o quarto que mais criou empregos em SC.


Esse ciclo de contratações é comum no setor. De acordo com Hélio Bairros, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Florianópolis, durante o segundo semestre, geralmente, há um grande número de obras encerradas e outras que são adiadas para o início do ano seguinte, que costuma ser o período em que mais empreendimentos são lançados.


O destaque catarinense é Itapema, onde a construção civil se tornou o segmento que mais gerou vagas de emprego entre janeiro e novembro de 2018. A possibilidade de morar na praia e o bom custo-benefício dos imóveis estão entre os motivos que atraem mais compradores para a região, conforme o presidente do Sinduscon de Itapema, João Formento.


Ele explica que os apartamentos do município são maiores por causa do Plano Diretor e da outorga onerosa, projeto aprovado na Câmara de Vereadores no ano passado e que possibilita mais construções.


? Na comparação com Balneário Camboriú, nossos apartamentos são cerca de 30% maiores e o preço é menor, então por isso está havendo essa procura. Por aqui os preços ainda estão dentro da normalidade porque há espaço para construir e os terrenos não são tão caros ? explica.


O município teve saldo positivo de 684 postos de trabalho, sendo que 517 foram criados pelo setor e ocupados por engenheiros, arquitetos, mestres de obra, pedreiros, carpinteiros, serventes, entre outros profissionais.


Em Itapema, segundo o presidente do Sinduscon de Itapema, João Formento, algumas construtoras já enfrentam dificuldade para contratar profissionais com escolaridade e experiência. Ele prevê que o problema será recorrente se o setor crescer conforme o esperado, já que a mão de obra local estará ocupada e as empresas precisarão de mais funcionários.


? A grande demanda será por trabalhadores qualificados. Um exemplo é a nossa dificuldade em encontrar bons engenheiros de execução. Mestre de obras é outro problema porque não conseguimos achar mais profissionais por aqui ? frisa Formento.


Fonte: NSC Total

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